Archive | fevereiro 2012

10 MÚSICAS PARA COMEÇAR BEM A SEMANA

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O RETORNO DE HELENA CHRISTENSEN AOS 42 ANOS

Pense na década de 90. Ao lado de nomes como Naomi Campbell, Linda Evangelista e Claudia Schiffer, ela foi uma das super modelos que abalaram a moda na década de 1990.  Ainda espetacular, Helena Christensen posou aos 42 anos de lingerie para o “Un-Titled Project”, livro de publicação bianual organizado pelo fotógrafo de moda americano Dennis Golonka, propondo a seguinte reflexão – Qual a idade da beleza? Confira.

Helena Christensen aos 42 anos para a publicação “Un-Titled Project”.

Helena Christensen posa para o fotógrafo Dennis Golonka.

ALPINE – ZURICH EP

Confesso que no início o nome Alpine não me agradou. Mas como se tratava de uma nova promessa musical, bem recomendada por quem está sempre atento a novidades, eu sabia que a banda não poderia ser simplesmente ignorada. Era necessário um voto de confiança. O grupo formado por seis australianos é liderado por duas vocalistas principais. Louisa James e Phoebe Baker dividem os vocais em cada uma das cinco canções presentes em seu EP de estréia. Lançado em 2010, o EP Zurich foi bem recepcionado pela crítica local, mas apenas agora começa a ganhar repercussão no cenário global, conquistando novos fãs fora do circuito independente.

O grupo de indie rock suíço Alpine.

Zurich carregam um em si um clima leve, dançante e melancólico. Suas harmonias etéreas criam paisagens sonoras delicadas, com elementos que remetem sua sonoridade a comparação imediata a grupos como The xx, Phoenix e Metric. Sua principal diferença é o equilíbrio de uma estrutura simples utilizada como base para os vocais trabalhados, criando um ambiente original carregado de sentimentalismo sonoro.

“Heartlove”, o primeiro single lançado pelo grupo, é também a canção de abertura do EP Zurich. Sua estrutura abrange um sentimento de urgência através dos vocais sussurrados por Louisa e Phoebe, tornando a canção perfeita para pistas de dança.

“Too Safe” é o melhor exemplo de equilíbrio entre uma base simplista e os vocais trabalhados, resultando em uma canção pop levemente melancólica e hipnótica, sem dúvida um dos grandes momentos de Zurich.

“Tough Skin” explora guitarras delicadas construídas sobre uma base rítmica constante, desacelerando o andamento do trabalho e ampliando o universo de atuação do grupo. “Villages” foi sabiamente explorada como segundo single, e é certamente a melhor canção do grupo. Os acordes iniciais são rudes e carregados, mas são apenas parte do peso aplicado a uma base de percussão evolutiva e vocais perfeitamente desenhados.

“Icy Poles” encerra Zurich com uma ambientação oitentista delicada e melancólica. Talvez de início Zurich talvez não seja capaz de conquistar ouvintes mais críticos devido a sua simplicidade harmônica, mas certamente é uma grata surpresa suíça pronta para conquistar ouvintes fora do universo local, com canções acima da média para serem apreciadas com atenção.