Archive | maio 2012

DOMINGO APIMENTADO

E no último domingo (quase) foi possível acompanhar a décima sexta edição do Cultura Inglesa Festival, com a performance das bandas We Have Band, The Horrors e Franz Ferdinand, entre outros.

Para um bucólico domingo de sol, o Parque da Independência foi uma escolha certa para um evento deste porte, que por motivos de segurança compreensíveis teve sua capacidade limitada a 20 mil pessoas. Perfeito. Ao chegar por volta das 15 horas, acreditava que fosse o suficiente para acompanhar as apresentações das 17 horas, mas eu fiquei surpreso ao constatar que havia apenas uma única entrada no local, cuja severa revista promovida pela polícia militar providenciava uma ínfima liberação de fãs. Minha concepção foi imediata, em breve o controle seria perdido.

Enquanto a polícia militar trabalhava para manter uma mínima ordem de entrada, e promovia uma demorada revista individual, como sempre havia quem se aglomerasse próximo com o intuito de cortar a fila, promovendo a desordem e a falta de educação. Para quem acompanhava a movimentação nas ruas próximas, era impressionante o número de fãs presentes no Parque da Independência. 15 mil fãs já acompanhavam as apresentações do festival, enquanto algo próximo de 8 mil pessoas, de acordo com estimativas da mídia, aguardavam ansiosamente qualquer movimentação de uma fila estática, observando repetidamente o passar das horas com apreensão. A pressão aumentava a cada minuto para quem ainda não havia conseguido vencer a fila e a revista policial.

Na companhia de amigos eu consegui ouvir, mas não assistir a performance do grupo We Have Band. Para a minha surpresa a apresentação causou ótimas impressões, especialmente pra ouvintes sem intimidade com o trabalho do grupo, como eu. Minha maior expectativa era poder acompanhar a apresentação da banda The Horrors, mas pela óbvia constatação da situação, eu já sabia que seria algo impossível. Assim que o Horrors iniciou seu show com a incrível “Mirror’s Image”, eu transformei a calçada em uma pista de dança improvisada, e junto aos meus amigos fiz o possível para aproveitar “o show”. Sorte tem aqueles que bem acompanhados se divertem em qualquer lugar.

Era óbvio. Não havia chances de entrar no Parque da Independência, mas por insistência, desobediência e curiosidade, resolvemos abandonar a fila e descobrir o que acontecia na entrada do festival. Não era possível acreditar que em duas horas uma fila avançasse apenas 40 metros. A paciência tem limites que corrompem a boa educação.

Ao chegar à entrada do festival, o caos foi constatado. Não havia organização. Havia apenas uma luta corporal para tentar se aproximar da revista policial. Em segundos uma multidão se fez frente às frágeis barreiras policiais, desesperados por conta do tempo escasso e revoltados com a incompreensiva organização de entrada. Acuados, os policiais optaram pelo óbvio, e agrediram os fãs com uma nuvem de gás de pimenta, esperando assim dispersar uma multidão furiosa e crescente. O único portão disponível foi bloqueado e qualquer tentativa de negociação foi negada.

Enquanto novas unidades policiais ocupavam a rua, a notícia do conflito rapidamente se espalhou. Os estimados 8 mil fãs que aguardavam em fila se dispersaram. Alguns ainda se arriscavam ao invadir o Parque por meio de rotas alternativas, muitos sem sucesso.

Era surreal. Em um evento deste porte, é grosseiro imaginar uma única entrada com revista policial. Isso nunca acontece! Em jogos de futebol, com torcidas rivais muito mais numerosas, existem diversas entradas e saídas acessíveis e facilmente administradas pela polícia. Sem dúvida a organização do Cultura Inglesa Festival se revelou primária para administrar eventos desse porte, restando agora apenas a esperança de que ao menos o erro sirva como lição.

Dessa forma não foi possível acompanhar a apresentação do grupo Franz Ferdinand. Aproveitei as horas livres para apreciar um incrível jantar japonês em ótima companhia. Salvei o domingo. Na manhã seguinte recebi relatos de amigos que aguardaram insistentemente, e após a terceira música do grupo escocês conseguiram finalmente vencer os portões do parque. Para uma pequena minoria ainda foi possível conferir a segunda metade da apresentação da banda, mas nesse momento eu já não me preocupava mais com o “grande” evento do dia.

E acreditando que devemos transformar situações ruins em novas oportunidades, tratei de preparar dois sets especiais, dedicados as duas maiores atrações do Cultura Inglesa Festival.

Aperte o play e aumente o volume para desfrutar uma hora incrível com o melhor do hipnótico Horrors, e não deixe de conferir uma hora sempre animada na companhia do Franz Ferdinand.

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A ARTE DO UNIVERSO DC

Darkness & Light é o nome da exposição de arte promovida pela DC Comics, em Los Angeles. São dezenas de  obras inspiradas no universo de heróis e vilões da DC Comics, produzidas por artistas como Jim Lee, Martin Ontiveros, Mike Palermo, Nathan Sawaya, entre outros.

PARA COMEÇAR A SEXTA-FEIRA EM GRANDE ESTILO

Os ingleses do Doves são sem dúvida alguma, uma das inúmeras bandas que eu gostaria de conferir ao vivo no Brasil, mas infelizmente talvez isso nunca seja possível. O grupo inglês nunca excursionou pela América do Sul, e para a grande maioria, o Doves ainda é um nome totalmente desconhecido. Um absurdo.

A sonoridade do grupo se destaca por conta dos seus arranjos instrumentais acima da média, e da elegância empregada em suas letras, retratando o melancólico cotidiano urbano inglês. Confira agora as performances acústicas de “Andalucia” e “Kingdom of Rust”, duas incríveis canções do grupo inglês.

Atualmente os integrantes do Doves estão se dedicando a projetos paralelos, e a banda não possui qualquer previsão de retorno. Para a infelicidade dos fãs.

E A MINHA TERÇA-FEIRA COMEÇA ASSIM…

 

Assustadoramente animada!

RED HOT CHILI PEPPERS – MESS_TAPE ESPECIAL 011

Hoje eu acordei cantando. Não me lembro exatamente qual era o sonho, mas a sensação ao despertar era boa. Muito boa por sinal. Acordar ouvindo Red Hot Chili Peppers pode fazer uma grande diferença no seu dia, e por conta disso, decidi elaborar uma seleção especial com a banda. São duas horas de duração com o melhor do grupo californiano. Aperte o play e aumente o volume, a qualidade é garantida!

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10 NOVOS VÍDEOS PARA COMEÇAR BEM A SEMANA

“Major” é o primeiro single de Out of Frequency, o segundo trabalho da banda dinamarquesa The Asteroids Galaxy Tour. Definitivamente um dos bons momentos do novo álbum, com destaque para a vocalista Mette Lindberg, líder do sexteto dinamarquês.

O novo álbum do grupo Hot Chip, In Our Heads, tem lançamento previsto para junho, mas você já pode conferir o clipe de “Night & Day”, o primeiro single deste novo trabalho. O vídeo apresenta o premiado ator Terence Stamp em situações bizarras, envolvendo espaçonaves, monges dançarinos e um ovo gigante.

Cold Specks é o nome do projeto da cantora Al Spx, uma canadense de 24 anos que mora em Londres. Al divulgou o clipe de “Winter Solstice”, uma das canções que irão compor seu álbum de estréia, cujo lançamento é previsto para o segundo semestre deste ano. Uma promessa construída com acordes simples e bateria quase marcial, emoldurando a grandiosa voz da jovem canadense.

O duo australiano Flight Facilities convidou o músico britânico Grovesnor para assumir os vocais do single de “With You”, que além de ser lançado com uma versão estendida para vinil, conta com três remixes oficiais produzidos por: MAM, Danny Daze 5am e David August. O clipe inspirado em séries japonesas é uma atração à parte.

Fruto do ótimo álbum Metals, lançado no ano passado, Feist apresenta o vídeo clipe de “Cicadas and Gulls”, em uma versão ao vivo acompanhada pelos músicos do Mountain Man, sua banda de apoio. A presença de dois dançarinhos em slow motion coreografado, faz toda a diferença no clipe.

Kids of 88 é uma dupla neozelandesa que lançará em breve seu segundo álbum, Modern Love, ainda sem previsão de lançamento. “Tucan”, o primeiro single do novo álbum, dispensa as batidas dançantes predominantes na estreia e aposta em uma parceria vocal com Alisa Xayalith, do grupo The Naked and Famous.

“American Dream Part II” é o novo vídeo clipe do projeto Totally Enormous Extinct Dinosaurs, obra eletrônica de Orlando Higginbottom. O single estará presente em Trouble, álbum com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano.

Claire Boucher, reponsável pelo projeto Grimes, definiu a enigmática “Nightmusic” como o segundo single do álbum Visions, cujo vídeo carregado de elementos góticos você confere agora.

Benny Andersson, um dos membro-fundadores do lendário grupo ABBA, disponibilizou seu estúdio para a gravação do novo clipe do grupo The Hives, em uma performance ao vivo da energética “Go Right Ahead”.

O vocalista Paul Smith assume o papel de coadjuvante no novo clipe do Maximo Park, a dançante “Hips And Lips”, single cujo vídeo é estrelado por um obsessivo fã do grupo. Para entender será necessário assistir.

Coreografado 

ESPECIAL AC/DC – MESS_TAPE 010

Domingo. Frio. A cidade não se atreve a deixar o calor da própria cama por qualquer motivo. E como ninguém precisa de um bom motivo para ouvir AC/DC, selecionamos uma hora com o melhor da maior banda de rock australiana. Uma seleção especial para movimentar a sua semana, aquecer o seu dia e inspirar. Aperte play e aumente o volume. Rock on!

SIGUR RÓS NO BRASIL? – ESPECIAL MESS_TAPE 009

Para promover o lançamento de seu novo álbum, a banda islandesa Sigur Rós convocou seus fãs a postarem no Twitter uma foto que representasse seu momento Valtari, nome do novo álbum grupo. Segundo a explicação de Georg Holm, baixista da banda, Valtari significa “rolo compressor” em português. Durante a promoção a hastag #valtarihour foi acompanhada pela banda, agradecendo e comentando a participação dos fãs no mundo inteiro. Bastou uma única nota em seu Twitter oficial citando: “Brasil, Argentina e Uruguai”, para os fãs desavisados imaginarem que trata-se do esperado anúncio de shows no país, uma vez que a banda também anunciou inúmeras shows em festivais de verão. Um triste equívoco, por enquanto o Brasil, Argentina e o Uruguai continuam fora da rota dos islandeses.

Mas para celebrar o equívoco, que pode vir a se transformar em uma confirmação, selecionamos um set especial com as melhores canções do Sigur Rós, inclusive já contemplando seu novo álbum, Valtari, com a canção “Varúð”. Aperte o play e aumente o volume, o post rock dos islandeses está pronto para lhe fazer companhia.

RAC E O RECICLÁVEL MUNDO NOVO

Você conhece o RAC? Trata-se de um trio (ou coletivo, como desejar) de produtores responsáveis por remixes e releituras contundentes, que muito tem agradado a classe artística e a mídia especializada. Idealizado pelo português André Allen Anjos, ao lado dos americanos Andrew Maury e Karl Kling, o RAC contabiliza mais 140 diferentes remixes para audição em seu site, colecionando elogios do público e convites para trabalhar com diversos artistas.

Selecionamos dez incríveis remixes do coletivo (ou trio, como desejar), contemplando artistas como Lana Del Rey, Yeah Yeah Yeahs, Foster The People, The Gossip, Bloc Party, Phantogram, Theophilus London ft. Sara Quin, Phoenix, Depeche Mode e uma produção especial de 1979, clássico (?) do Smashing Pumpkins na voz de Liz Anjos. Aproveite!

ESPECIAL SONIC YOUTH – MESS_TAPE 008

Formado em 1981 na cidade de Nova Iorque, a importância do Sonic Youth para a música não pode ser medida em palavras. Fundamentais para a construção do rock alternativo, o Sonic Youth sempre se manteve fiel ao experimentalismo progressivo e aos abusos de distorção e microfonia de suas guitarras, desafiando as regras com afinações impensáveis, transformando seu caos sonoro em uma peça de rock original e seminal para um público sempre fiel e devotado.

Em sua homenagem selecionamos o que acreditamos ser fundamental em sua extensa obra. Um set imperdível com duas horas de duração. De fã para fã. Portanto aumente o volume e boa viagem.

O NOVO GARBAGE – NOT YOUR KIND OF PEOPLE

Depois de sete anos de silêncio o grupo Garbage anuncia a sua volta aos palcos, promovendo o lançamento de Not Your Kind of People, seu primeiro álbum de inéditas desde Bleed Like Me, lançado em 2005. Esperado com apreensão pelos fãs, Not Your Kind of People surpreende positivamente, mas não por conta de qualquer inovação, pelo contrário, o álbum é um claro sinal de regaste da sonoridade de seus trabalhos iniciais, obras muito elogiadas pela crítica e um sucesso entre o público.

Com “Automatic Systematic Habit”, faixa de abertura do novo álbum, o Garbage faz uma referência óbvia ao clássico “White Room” do power trio inglês Cream, mas basta alguns segundos para que a programação eletrônica domine a ambientação da canção, intercalando versos provocativos de Shirley Manson, a  eterna musa alternativa da década de noventa, com as variações rítmicas dançantes promovidas pelo baterista Butch Vig, o eterno produtor do álbum Nevermind do Nirvana. Um bom começo para o novo Garbage.

A sensacional “Big Bright World”, umas das melhores canções do novo álbum, mantém uma linha de baixo pulsante enquanto a deliciosa voz de Manson ecoa por um ambiente eletrificado por distorções, até explodir em uma batida alucinante, digna dos primeiros trabalhos do grupo. Já “Blood For Poppies”, o primeiro single do novo álbum, não convence o ouvinte em sua primeira audição, soando em alguns momentos como uma versão mais pop e desacelerada da canção “Hammering In My Head”, presente no álbum Version 2.0 lançado em 1998.

Capa do novo álbum do Garbage, Not Your Kind of People.

Em “Control” o Garbage resgata seus riffs de guitarra distorcidos, com uma ambientação urbana melancólica, intercalada pelas confissões de uma Shirley Manson eficiente na alternância de ritmo. Uma bela canção. “Not Your Kind Of People”, faixa título do novo álbum, promove uma balada experimental, com amplitudes ecoando deliciosamente entre os versos de auto afirmação de Manson. “Felt” agrada aos fãs de rock alternativo noventista, figurando entre as melhores canções do álbum, merecedora de single por excelência. “I Hate Love” abusa de programações eletrônicas, mas mantem-se fiel à proposta de resgate de sonoridade da banda, abusando de referencias aos trabalhos iniciais do grupo.

“Sugar” pode agradar aos fãs mais devotados do grupo, funcionando como um contraponto da aceleração promovida pela maioria das canções, mas entre todas, figura como a mais esquecível canção do novo álbum. “Battle In Me”, aposta em uma agressividade de guitarras em volume máximo e variações eletrônicas, uma canção de peso que deve funcionar de forma alucinante ao vivo. “Man On A Wire” mantém o ritmo acelerado em uma canção simples sem brilho, mas importante para o conjunto do álbum.

“Beloved Freak” encerra o retorno esperado do grupo. Com um início melancólico, a canção cresce em uma eterna variação de peso e experimentalismo, uma ótima canção para aqueles que esperaram por muito tempo o ressurgimento de uma das bandas mais expressivas do rock alternativo da década de noventa. Bem vindo de volta, Garbage.

THE RADIO DEPT NO BRASIL

Boa notícia! O grupo sueco The Radio Dept se apresenta no dia 06 de julho na casa Beco 203 em São Paulo, com abertura da banda gaúcha Lautmusik.

A viabilidade da apresentação da banda no Brasil deve-se ao financiamento coletivo promovido pela Playbook, também responsável pela realização dos shows das bandas Howler e Tokyo Police Club, entre outros.

Os Ingressos serão vendidos em três diferentes lotes, com valores que variam de R$ 70,00 à R$ 110,00 reais. Um show imperdível!

E para celebrar a vinda do grupo sueco ao país, selecionamos uma hora com o melhor do The Radio Dept, em uma MESS_TAPE exclusiva para conter a ansiedade dos fãs e conquistar aqueles ainda sem intimidade com a banda. Aperte o play, aumente o volume e aproveite!

ESPECIAL RIDE – MESS_TAPE 005

Banda inglesa de Oxford, o Ride surgiu em 1988 influenciado por bandas como My Blood Valentine, Sonic Youth, Spacemen 3 e The Smiths. O quarteto formado por Andy Bell (Guitarra, vocal), Mark Gardener (Guitarra, vocal), Loz Colbert (Bateria) e Steve Queralt (Baixo), se destacava por conta do equilíbrio de harmonias vocais doces e flutuantes, em uma atmosfera melancólica onde guitarras distorcidas duelam em volume quase insuportável, balanceadas apenas por meio de uma linha de baixo complexa e uma bateria sincopada e criativa.

A banda nunca foi lançada no Brasil, tão pouco teve algum sucesso expressivo fora da inglaterra, mas foi referência seminal para inúmeras bandas da década de 90, como o Radiohead, Supergrass, Blur e o Oasis, onde Andy Bell atuou por mais de uma década como baixista. Sem dúvida um caso de injustiça comercial de qualidade sonora indiscutível.

Para os fãs de Ride preparamos um set especial com o que acreditamos serem as melhores canções do grupo, para os recém-chegados não existe forma melhor de ser apresentado ao trabalho do grupo. Aperte o play e aumente o volume para uma das bandas essenciais ao estilo shoegazer inglês.

O RETORNO DO BONDE DO ROLÊ

Sinceramente eu me impressionei positivamente com “Kilo”, o primeiro single do novo álbum do Bonde do Rolê. A música de trabalho do agora trio, apresenta uma produção sonora impecável, promovendo a fusão da batida miami-bass funk com harmonias de guitarras que remetem ao surf rock.

Como lançamento previsto para junho, o segundo álbum do grupo Tropicalbacanal, será editado pela Mad Decent, selo de propriedade do DJ Diplo, também responsável pela produção do álbum ao lado de Filip Nikolic, do duo Poolside. O álbum ainda conta com as participações especiais de Caetano Veloso, Das Racist, Cecile, Rizzle Kicks, e The Death Set.

Se considerarmos a qualidade do primeiro single apresentado, Tropicalbacanal promete ser uma boa surpresa. Confira agora o vídeo clipe de “Kilo”, no qual Diplo faz uma participação especial como um cowboy tropical.