Archive | setembro 2012

DESEJO UMA ÓTIMA SEXTA-FEIRA

Para todos os fãs de Breaking Bad e para aqueles que ainda serão!

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TILT! TILT! TILT! TILT!

Desculpem o atraso das atualizações, mas neste  momento eu estou “tentando” resolver alguns problemas técnicos com a plataforma WordPress. Nada legal por sinal.

A MELHOR BANDA INDIE DE TODOS OS TEMPOS – THE WHIGS

Às vezes acontece. Você esbarra em um álbum desconhecido, antigo, e quando menos espera, apaixona-se. Não trata-se de fato raro ou impossível, afinal, quem de fato consegue acompanhar e conhecer todos os lançamentos musicais do ano? Alguém? Eu definitivamente não consigo.

Nas últimas semanas eu tenho declarado amor incondicional ao álbum Give Em All a Big Fat Lip, lançado no longínquo ano de 2005, e descoberto apenas no início deste mês. Sinceramente trata-se da melhor surpresa dos últimos meses, tornando-se uma recomendação obrigatória para os apreciadores da boa música.

Formado na cidade de Athens, o power trio de garage rock The Whigs já possui quatro impressionantes e desconhecidos álbuns, sendo que Enjoy The Company, seu mais recente trabalho, acaba de ser lançado no mercado americano.

Para a gravação de Give Em All a Big Fat Lip, seu álbum de estréia, o trio contou apenas com instrumentos comprados no site eBay, posteriormente revendidos na expectativa de ajudar a compensar os gastos com a produção. Apesar de desconhecido no circuito comercial, o trio já realizou turnês ao lado dos grupos Kings of Leon, The Black Keys, Black Rebel Motorcycle Club e Drive By Truckers, entre muitos outros, além de participar dos principais talk shows americanos, como o The Tonight Show with Jay Leno, the Late Show with David Letterman, Late Night with Conan O’Brien, Late Night with Jimmy Fallon e Jimmy Kimmel Live! A revista Rolling Stone já descreveu o grupo como “a melhor banda desconhecida da América”.

Give Em All a Big Fat Lip é primoroso, um trabalho de muito bom gosto para os apreciadores do legítimo garage rock americano, um álbum raro, marcado pela beleza de canções como Don’t Talk Anymore, Written Invitation, Nothing Is Easy, Half the World Away e Say Hello, que apesar dos reconhecidos destaques, merece ser apreciado por completo. Sem dúvida alguma uma grande banda, incompreensivelmente desconhecida do grande público.

E para degustação, selecionei aleatoriamente algumas incríveis performances ao vivo (por ser independente e pequena, a banda não investe muito em vídeo clipes), apresentações imperdíveis para quem conhece e até então desconhecia o grupo. As músicas estão divididas entre seus três trabalhos iniciais, até por que não é fácil ter acesso a discografia do trio. Aproveite.

INSUPORTAVELMENTE QUENTE


Tempo seco. Temperaturas inacreditáveis e um sol impiedoso. E o pior (para quem está perdido no infinito concreto de São Paulo), nenhum sinal de chuva breve. Enquanto o mundo superaquece, eu decidi FINALMENTE retomar a edição semanal de MESS_TAPE. E no seu aguardado e demorado retorno, celebramos a trilha sonora perfeita para esses insuportáveis dias de verão desértico, erroneamente dispostos no que deveria ser qualquer outra estação.

Vale esclarecer. Por conta da minha incapacidade intelectual técnica, eu desisti de instalar o gracioso player MixCloud para sua agradável apreciação, até por que eu não sei o motivo pelo qual esse infeliz deixou de funcionar na plataforma WordPress, mas de qualquer forma basta clicar sobre a imagem do player abaixo, para ser direcionado à página específica. Muito simples.

MESS_TAPE 026 – Insuportavelmente Quente

  • Jimmy Cliff – Reggae Music
  • Kram – Ridin High
  • Frank Ocean – Sweet Life
  • Rodrigo y Gabriela – Tamacun
  • Sasha Dobson – Without You
  • Holy Fuck – They’re Going To Take My Thumbs
  • Chocolate Genius – Life
  • John Butler Trio – Good Excuse
  • Karina Buhr – Amor Brando
  • French Films – Golden Sea
  • Fair Ohs – Everything Is Dancing
  • The Whigs – Half the World Away
  • The Holidays – Moonlight Hours
  • Reef – Place Your Hands
  • Gram Parsons – Ooh Las Vegas
  • Delphic – Acolyte

Aperte o play e aumente o volume, sem deixar de aproveitar o sol!

UM DOS PROVÁVEIS MELHORES ÁLBUNS DO ANO

Produzido por Tim Armstrong do grupo Rancid, a lenda viva do reggae e membro imortal do Rock and Roll Hall Of Fame, Jimmy Cliff, celebra aos impressionantes 64 anos de idade o lançamento do grandioso “Rebirth”, sem dúvida um forte candidato aos melhores álbuns do ano. Neste momento eu deveria dissecar o elogiado grande retorno do maior astro vivo do reggae, mas sinceramente estou aproveitando o dia para degustar da beleza presente nas canções “World Upside Down”, “One More”, “Reggae Music”, “Outsider” e “Ruby Soho”.

Não restam dúvidas, é injusto e estúpido não considerá-lo um dos cinco melhores álbuns lançados este ano. FATO.

O SEU AMOR SABE – MESS TESTE

Ela era linda, estupidamente linda. Sua beleza hipnotizada todos os homens ao redor, mas nenhum deles atrevia-se aproximar-se de tão formosa forma. O feriado aproximava-se do fim e eu já não me importava em acumular derrotas, quando finalmente resolvi ultrapassar as barreiras da conveniência e iniciar uma despretensiosa conversa. Respirei fundo.

Não foi preciso muito esforço para ganhar sua atenção. Seu sorriso perfeito incomodava as mulheres ao redor, ao mesmo tempo em que alguns homens me invejavam. Tratei de abordar temas comuns, cultura em geral, ironia e pequenas provocações. Em dez minutos desisti da conversa.

Nada, absolutamente nada sabia. Sua estupidez era tão grave, que talvez não soubesse a capital do próprio país. Já estava desinteressado. E aquela beleza celestial transformou-se apenas em uma embalagem chamativa, terrivelmente vazia.

O mundo está repleto de exemplos. Quando você inspira por apenas uma noite, a estupidez não importa. Mas quando você está cansado de jogar com os tolos, nenhuma beleza do mundo é capaz de reter a sua atenção.

Eu deveria lhes aplicar um teste, pensei enquanto renovava minha dose de gin. Perguntas básicas, divertidas e repletas de significados. Caso contrário temo que esteja procurando a pessoa certa no lugar errado. Ri alto.

O feriado havia acabado.

Com base na minha experiência pessoal, vou lhes propor um teste. Algo muito simples e extremamente divertido. Dez perguntas objetivas, apenas uma resposta correta e a possibilidade de se entreterem com diferentes temas, como música, cinema e cultura em geral. Todas as respostas possuem uma determinada dose de sarcasmo, proporcionando uma diversão garantida para quem é vacinado. As regras são simples, e as respostas corretas serão disponibilizadas nos comentários. Divirta-se.

REGRAS
1 – Consultou o Google = PERDEU.
2 – Aceitamos SARCASMO, desde que justificado.

1) Steven Spielberg é:

a) Uma famosa receita de hambúrguer americana
b) Um político alemão
c) Uma manobra de skate
d) Um diretor de cinema americano
e) Uma constelação da esfera celeste

2) A Estátua da Liberdade é:

a) Um presente francês concedido por Napoleão III
b) Uma posição sexual do Kama-Sutra
c) Um símbolo dos três poderes nacionais
d) Um vibrador anal
e) Uma ilha particular

3) A maior bilheteria do cinema nacional pertence ao filme:

a) Dois Filhos de Francisco
b) Dona Flor e seus Dois Maridos
c) Tropa de Elite 2
d) Cidade de Deus
e) Cilada.com

4) O grupo Os Trapalhões era composto por:

a) Didi, Dedé, Dudu e Dadá
b) Didi, Dedé, Cici e Cuca
c) Moe, Larry, Shemp e Curly
d) Didi, Jacaré, Xuxa e Sérgio Mallandro
e) Didi, Dedé, Mussum e Zacarias

5) São desenhos animados:

a) Caverna do Dragão, Jetsons e Armação Ilimitada
b) Flintstones, Turma da Mônica e Mundo da Lua
c) Cavalo de Fogo, Glub-Glub e O Fantástico Mundo de Bob
d) Scooby-Doo, Thundercats e Herculóides
e) Confissões de Adolescentes, He-Man e Cavalheiros do Zodíaco

6) O nome do vocalista do Pearl Jam é:

a) Eddie Van Halen
b) Eddie Vedder
c) Eddie Murphy
d) Eddie Van Feu
e) Evandro Mesquita

7) São vilões:

a) Júlio César, Lula e Penicilina
b) Adolf Hitler, Darth Vader e Magneto
c) George W. Bush, lactobacilos Vivos e Osama bin Laden
d) Lassie, Nosferatu e Kristen Stewart
e) Ricky Martin, Boy George e Ayrton Senna

8) Oscar Niemeyer é:

a) Um arquiteto
b) Um arquipélago
c) Uma gíria carioca
d) Um desodorante
e) O primeiro homem a pisar na lua

9) Italo Calvino nasceu:

a) Em Osasco
b) Na Espanha
c) Na Itália
d) Em Cuba
e) Na inglaterra

A pergunta de 1 milhão de dólares

10) O primeiro político condenado pelo Mensalão é:

a) Paulo Salim Maluf
b) Luís Flávio Zampronha
c) Joaquim Benedito Barbosa
d) João Paulo Cunha
e) Cezar Peluso

EM BREVE – O RETORNO

Feriado. Projetos. Sol. Vida. Existem muitas justificativas para o atraso (e eu prometo esclarecer algumas delas em breve), mas o importante é deixar claro que até o final desta magnífica terça-feira, retomaremos o nosso inexpressivo e apaixonante trabalho. Eu juro!

AS 10 PIORES BANDAS HIPSTERS DA ATUALIDADE E 3 TERRÍVEIS ENGANOS

A publicação americana LA Weekly elaborou uma polêmica seleção do que acredita ser as piores bandas “hipsters” da atualidade. A seleção é obviamente equivocada quanto ao que considera ser hipster, afinal, qual é a diferença fundamental entre o hipster, o indie e o jurássico rock alternativo? Até hoje quem se atreveu a desmistificar e esclarecer as principais diferenças entre os variados estilos musicais, não obteve qualquer êxito unanime convincente, mas de qualquer forma essa discussão não nos interessa agora, ao menos neste momento.

A ousadia estabelecida pela LA Weekly é admirável, mesmo quando ultrapassa os limites do bom senso, e atreve-se a dissecar grupos consagrados pela crítica e pelo público, como os canadenses do Arcade Fire. Por conta do seu admirável atrevimento e certeiro desacordo com 99% de seus leitores, que revoltadíssimos não pouparam ofensas em suas acaloradas manifestações, eu decidi estabelecer as 10 piores bandas “hipsters” da atualidade, e os 3 maiores enganos presentes na seleção estabelecida pela LA Weekly. Você também pode conferir a seleção original completa, com as 20 piores bandas hipsters da atualidade, acessando o site da publicação americana.

E para a alegria, a tristeza ou a revolta dos fãs, anuncio agora a minha seleção com as 10 piores bandas hipsters da atualidade, e 3 inacreditáveis enganos cometidos pela atrevida LA Weekly.

10)  White Rabbits

Por que uma banda precisa de 2 bateristas? É de fato interessante? O White Rabbits infelizmente acredita que sim, tanto que consegue empregar 3 diferentes bateristas ao vivo, tornando a sua apresentação “estupidamente” interessante.

09) Beach House

Funciona para quem nunca conheceu o Massive Attack, o post-rock e para quem perdeu o Stereolab. Para todos os demais trata-se apenas de tortura sonora. Uma contínua tortura sonora minimalista. Provavelmente a trilha sonora de uma rígida prisão chinesa.

08) Edward Sharpe and The Magnetic Zeros

Quando muitas pessoas desocupadas se reúnem, provavelmente acreditam que certas iniciativas são válidas e engraçadas. Infelizmente o Edward Sharpe and The Magnetic Zeros acredita demais no seu potencial irônico hippie, cultuando um espiritualismo folk insuportável, dentro dos limites iluminados da comunidade urbana. Torcemos pela sua breve extinção.

07) Tune-Yards

A pretensão presente no “excêntrico” Tune-Yards está além da ostentação de um dos piores nomes já inventados, uma vez que a sua “música” flutua em um campo diferenciado do que podemos entender como harmonia. Não se trata de uma experimentação tribal ensandecida, mas apenas de um registro incontínuo e inaudível de ruídos, corredores de hospitais psiquiátricos e matadouros de animais. Uma irritante superestimada estupidez.

06) MGMT

Havia esperança no início, quando “Time to Pretend” era capaz de eletrizar uma multidão, mas desde que apostaram em uma psicodelia sintética pop dançante, o MGMT sufocou a sua simpatia plástica para se tornar a banda a ser evitada por qualquer ser humano sensato. Tóxico e mortal.

05) The Airborne Toxic Event

Eles lançaram um álbum ao vivo gravado no Disney Concert Hall. Eles frequentemente apresentam-se com um quarteto de cordas. Em seu site descrevem-se como “uma mistura cativante de graduados em indie-rock visceral propulsivos, com refrãos hinos”. Sem mais.

04) Beirut

Todo mundo gosta de “Elephant Gun”, e de fato ela é uma boa música, mas sinceramente não há mais nada. Há no sentido de existir. Prevalecer. Multiplicar-se. E o Beirut é tão insuportavelmente carregado de referências tradicionalistas, históricas e tribais, que a maioria de seus merecidos ouvintes já está morta. Talvez você consiga transar com uma fã de Edward Sharpe and The Magnetic Zeros ao se declarar fã de Beirut, mas lembre-se, não há nada além de uma única e insuportável transa, com alguém que provavelmente acredita ser a personificação da mãe natureza.

03) Bright Eyes

Onde estão os fãs de Conor Oberst? Eles existem? Eles estão vivos? Eles ainda não foram vitimados pelas excessivas lamentações depressivas do líder do Bright Eyes? O desaparecimento dos fãs de Oberst não pode ser classificado como um provável suicídio coletivo?

02) Death Cab For Cutie

Eles são simplesmente os avós de todas as atuais bandas hipsters irritantes. Se houvesse o uma forma de alterar o passado para melhorar o futuro, o Death Cab For Cutie talvez nunca tivesse existido.

01) Bon Iver

O sucesso de Bon Iver prova o quanto vivemos uma época escassa de inovações provocadoras. Sua personificação descreve o hipster moderno, vestindo-se como um madeireiro eremita amargurado, quando na realidade trata-se de apenas mais um adulto domesticado, sem qualquer trauma justificável e preocupado apenas em transcender a sua própria ignorância. Iver atreve-se a guiar uma geração insossa e covarde, ostentadora de um visual comercial repetitivo, equilibrando-se em ideais simplistas sem qualquer autenticidade.

E agora confira quais são os 3 maiores enganos (na minha opinião), considerados pela seleção elaborada pela LA Weekly.

Arcade Fire

É possível considerar que o Arcade Fire seja uma banda hipster? E mesmo que seja, é possível acreditar que eles sejam elegíveis à seleção das piores bandas hipsters da atualidade? Para a LA Weekly é possível. O grupo alcançou a incrível terceira posição na seleção elaborada pela publicação americana, mas não existe crítico neste mundo que me faça acreditar nas polêmicas justificativas infundadas de quem precisa de repercussão para existir. Ponto negativo para a LA Weekly.

TV On The Radio 

É claro que existem pessoas que não apreciem a estética sonora promovido pelo TV On The Radio, mas sem dúvida alguma o grupo possui mérito pelo seu elaborado experimentalismo musical, trabalhando melodias por meio de diversas camadas sonoras hipnóticas e dilacerantes. Não trata-se de um grupo hipster, não trata-se de um culto espirituoso neo-hippie e não trata-se de uma estética hipster. Segundo atrevimento descartável promovido pela  LA Weekly.

The Black Keys

Eu não sou fã do Black Keys, e sinceramente a formação básica formada por guitarrista/baterista não me impressiona. Mas eu conheço a banda, acredito que existem canções sensacionais, e uma longa história marcada por trabalhos medianos desprezados pela mídia. É claro que o Black Keys não irá salvar o mundo, e nem deveria ser elegível à atração principal de qualquer grande festival, mas considera-los uma banda hipster é enforcar-se com a sua própria estupidez. Talvez a LA Weekly deseje apenas causar tumulto e ganhar a sua atenção, mas um erro como este é imperdoável.