Archive | novembro 2012

BOM SABER

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O ÚLTIMO MESS_TAPE DE 2012

Tudo no seu próprio tempo.

O fim do ano se aproxima e apresentamos agora a última edição de MESS_TAPE em 2012. E para se despedir com boas energias, selecionamos uma hora de Reggae, Old School, Dancehall e Dub para ninguém atrever-se a ficar parado.

2013 sem dúvida será ainda mais maravilhoso. Aperte o play, aumente o volume e aproveite!

MESS_TAPE 030 – Reggae Night (para se despedir de 2012)

  • Janet Kay – Loving You
  • New Age Steppers – My Whole World
  • Clement Irie – Koloko
  • Horace Andy – Papa Was A Rolling Stone
  • Dreadful Julio – Differentah
  • Dr. Alimantado – Born For A Purpose
  • Triston Palma – Joker Smoker
  • Pam Hall – Heart of a Woman
  • Reggae Regular – Black Star Liner
  • Prince Jazzbo – Crab Walking
  • Ken Boothe – Everything I Own
  • Israel Vibration – The Same song
  • Melodians – CJ – Rivers of Babylon

BOM, MAS LONGE DE SER O MELHOR DE TODOS

Existe uma quase indescritível simpatia que transforma personagens em ícones de cultura global. Símbolos cuja repercussão e aceitação pública ignoram diferenças vitais para o sucesso, como o idealismo regional, o idioma e a pátria. São os personagens do mundo. Muitos se atrevem ao ambicioso título, mas de fato, efetivamente são poucos os que perduram.

Nomes como Homer Simpson, Madonna e James Bond são alguns exemplos.

Recentemente – e completamente compreensivo devido ao seu magnetismo global – o novo filme da franquia James Bond fora recebido como um dos prováveis melhores filmes de toda a sua expressiva carreira cinematográfica, impressionantes 23 filmes se considerarmos o novo 007: Operação Skyfall. A conta é tão colossal que talvez eu esteja errado.

Enfim, creio que ressaltar a história ou a magnitude de James Bond é desviar-se do ponto crucial, afinal, Skyfall é de fato um dos melhores filmes da carreira do agente 007?

A resposta é não.

É complicado opor-se aos personagens globais. Bond, James Bond, é uma figura unânime quando tratamos de eleger os mais populares personagens da história do cinema, e por mais que a minha percepção seja solitária e vitimada pela maioria, eu ainda acredito que seja válido insistir na sinceridade.

Daniel Craig é sem dúvida um ótimo James Bond. Sua contraditória escalação para o papel do mais popular agente secreto do cinema ignorou toda a concepção visual construída através de décadas de produção, mas o que inicialmente acreditava-se ser um oceânico fracasso irreversível, revelou-se a ressureição gloriosa do velho personagem.

Apesar da minha negativa impressão inicial, não se engane, Skyfall é um filme sensacional. O diretor Sam Mendes – pouco acostumado com filmes de ação – realiza um grande acerto e injeta adrenalina no que provavelmente deve ser um novo recomeço para a série. Javier Barden torna-se icônico na concorrida galeria de vilões bizarros de Bond, e apesar de ser uma grande promessa, a francesa Bérénice Marlohe não convence como uma fatal Bond Girl.

Mas verdade seja explicita, não deixe-se enganar pela propaganda comercial. Skyfall não é e nunca será o melhor filme da série. Mesmo se considerarmos apenas a fase “Craig”, pois nada supera ou se aproxima da magnitude de Cassino Royale, creio.

Como superar a ação, a tensão, a reviravolta e Eva Green no papel de Vesper Lynd em Cassino Royale, a provável melhor Bond girl da história do cinema?

De qualquer forma Skyfall é diversão garantida. Craig retoma a boa forma de agente irresistível e problemático, novos paradigmas são bombardeados para a tristeza dos fanáticos, mas a velha e a boa forma do agente britânico continua intacta. Como não gostar de Bond, James Bond.

DEBOCHE NERD

Para animar a semana.

DE NOVO ROLLING STONES

Em comemoração aos 50 anos de carreira (quantos mais podem celebrar essa marca?), os lendários Rolling Stones promovem o lançamento da coletânea GRRR! (alguém sabe me dizer quantas coletâneas de sucessos os Stones possuem?), cuja despretensão comercial deve-se “apenas” a presença das inéditas “Doom And Gloom” e “One More Shot”.

Enquanto críticos movimentam-se apenas contrariamente ao lançamento de uma nova coletânea dos Stones, alegando que trata-se de mais uma reprise reciclada voltada para a captação de dinheiro dos seus débeis devotos, eu e uma incontável legião de fãs no mundo inteiro celebram o retorno inédito e bombástico do grupo.

E sinceramente eu acho válida a celebração do cinquentenário dos Stones, e não considero de forma alguma indigesta o lançamento de uma nova coletânea de sucessos do grupo, principalmente quando o quarteto legendário da música promove o lançamento de canções inéditas. O que eu não entendo é o motivo pelo qual todos não estão celebrando?

E para mais uma vez provar-se em forma sensacional, sob a direção digna do mestre Jonas Ackerlund e com participação “anárquica” especial da atriz Noomi Rapace, os místicos Mick Jagger, Ron Wood, Charlie Watts e Keith Richards hipnotizam o mundo promovendo o lançamento do vídeo clipe de “Doom And Gloom”, sem dúvida um dos melhores rocks do ano.

MICKEY MOUSE WARS

Quem diria que o maior simbolo do orgulho nerd, se transformaria no mais novo produto comercial do império Disney.

Nunca subestime o poder de um simples rato.

SUPERCLÁSICO: UM RETRATO DE DIFERENÇAS CULTURAIS

Superclásicoé uma divertida e curiosa comédia dinamarquesa, produzida na ensolarada cidade de Buenos Aires.A trama acompanha as desventuras de Christian, um infeliz proprietário de uma adega de vinhos na Dinamarca, que falido e abandonado por sua mulher Anna, observa o gradual distanciamento de seu filho adolescente, o introspectivo e monossilábico Oscar, enquanto ludibria-se consumindo sozinho o que restou de seu estoque.

Decidido a recuperar sua família, Christian e Oscar partem para a distante e ensolarada cidade de Buenos Aires, onde Anna administra sua carreira como agente de jogadores de futebol e relaciona-se com Juan Diaz, a maior estrela do futebol local.

Superclásico é simpático por que explora as profundas diferenças culturais entre dinamarqueses e argentinos, abusando de incríveis que locações em Buenos Aires e situações inusitadas, construídas sob um humor familiar e inofensivo.

Lançada sem grande repercussão em 2011, a comédia do diretor Ole Christian Madsen obteve destaque ao ser definida como escolha dinamarquesa a concorrer ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira, em 2012.

Um filme curioso e levemente engraçado, recomendado para uma tarde fria e admiradores da cidade argentina.

PARA DISTRAIR-SE COM BOA COMPANHIA

Eu sempre tive a impressão que a banda galesa Stereophonics nunca recebeu a atenção merecida.

Assim como outras diversas bandas que eu admiro muito, o Stereophonics nunca efetivamente tornou-se uma banda de sucesso comercial global, garantido o seu lugar no clube de incríveis bandas que inexplicavelmente são ignoradas, com o espetacular Doves ou o simpático Supergrass, para economizar exemplos.

Apesar do histórico irregular e a falta de prestígio mainstream , o quarteto galês é responsável por inegáveis canções radiofônicas agradáveis, colecionando hits sensacionais como “Dakota”, “Maybe Tomorrow”, “A Thousand Trees”, “Just Looking”, “Mr. Writer” e “Have A Nice Day”, entre muitos outros.

Confira agora uma espetacular apresentação do grupo ao vivo, realizada nos estúdios Riverside em Londres. Uma ótima oportunidade para conferir (e talvez conhecer) a banda ao vivo, com direito aos melhores hits de toda a sua carreira.