Arquivo | CINERAMA RSS for this section

SURPRESA INESPERADA

don_jon_ver4_xlg

Estrelado, escrito e dirigido por Joseph Gordon-Levitt, o surpreendente Don Jon revela-se uma feliz descoberta contemporânea ao abordar as dificuldades de um relacionamento moderno, abatido por inseguranças superficiais, insatisfação sexual e irreconciliáveis diferenças culturais.

Acredito que não existe um único jovem casal que não irá repensar ao menos uma das inúmeras questões abordadas em Don Jon, um mérito para o estreante Gordon-Levitt.

Lembrando que Scarlett Johansson e Julianne Moore, nomes sem qualquer impacto, também são protagonistas do filme. Recomendo.

messupclubbotomfacebookbotomtwitterbotom

Anúncios

(TALVEZ) O MELHOR THRILLER DO ANO

923236_505146256200482_1127917810_n

Mais uma pequena obra-prima de Steven Soderbergh, genialmente escrito por Scott Z. Burns. Elenco estrelar no provável melhor thriller conspiratório do ano. Cinema adulto, inteligente e consistente.

Recomendação absoluta.

messupclubbotom     facebookbotomtwitterbotom

PRECIPITAÇÃO ADOCICADA

alma1

Escrito e dirigido por Rodrigo Blaas, o curta animado “Alma” surpreende pela sugestiva precipitação adocicada inicial (um atordoante erro aos curiosos desavisados).

Uma pequena obra-prima.

messupclubbotom     facebookbotomtwitterbotom

A NOVA E ÚLTIMA TEMPORADA DE DEXTER

dexter8season

É oficial! A Showtime confirmou que a próxima temporada de Dexter será o aguardada conclusão final do serial killer mais popular da televisão norte-americana.

A oitava temporada de Dexter tem previsão de estréia no dia 30 de junho nos Estados Unidos.

Aos aflitos inquietos, confira uma pequena amostra da nova e última temporada.

messupclubbotom     facebookbotomtwitterbotom

O TRAILER DO NOVO SUPERMAN

man-of-steel-poster

Com estréia prevista para o dia 12 de junho no Brasil, o novo filme do Homem de Aço apresenta um novo e eletrizante trailer.

Com a direção de Zack Snyder, responsável por 300, Watchmen e Madrugada dos Mortos, o filme escrito por David Goyer é baseado em uma história desenvolvida em parceria com o mestre Christopher Nolan, produtor executivo do filme e responsável pela ressurreição da trilogia do novo Batman.

The Man of Steel (O Homem de Aço no Brasil) é uma das maiores apostas do estúdio Warner Bros, e o seu desempenho financeiro pode representar o início de uma nova trilogia heroica cinematográfica, resgatando um dos maiores super-herói s do universo DC Comics.

messupclubbotom     facebookbotomtwitterbotom

95 FILMES E UM ÚNICO ÂNGULO

fight clubbackscene

A Plot Point Productions reuniu uma curiosa compilação de 95 diferentes filmes cujos protagonistas são explorados sob um mesmo ângulo, na visão contemplativa do espectador.

Desafie-se a descobrir quais são os diferentes filmes compilados no curioso projeto The View: A “Back-to-the-Camera Shot” Supercut.

A lista completa dos filmes está disponível na página da produtora, no portal VIMEO.

messupclubbotom     facebookbotomtwitterbotom

SIMPSONS X BREAKING BAD

simp

Os Simpsons divulgaram a sua famosa cena de abertura utilizando apenas elementos do universo de Breaking Bad. Sem dúvida uma homenagem excepcional!

É válido lembrar que a sexta e última temporada de Breaking Bad estréia apenas no segundo semestre de 2013, em data a ser divulgada.

Até a aguardada estréia, cabe aos aflitos impacientes conter-se com uma pequena amostra dos bastidores, divulgada pela rede americana AMC.

messupclubbotom     facebookbotomtwitterbotom

UMA COMÉDIA ACIMA DA MÉDIA

thisis40

O produtor, diretor e roteirista norte-americano Judd Apatow é um sucesso. Principal responsável por filmes de comédia bem sucedidos – crítica e comercialmente – entre os quais The 40 Year-Old Virgin (O Virgem de 40 anos) e Knocked Up (Ligeiramente Grávidos), Apatow atualmente é o principal produtor associado de Lena Dunham, a mente “brilhante” responsável por Girls, um dos mais recentes sucessos da HBO americana.

Ao retomar a produção cinematográfica entre as gravações do seriado Girls, Apatow resgata parte da trama de Knocked Up (Ligeiramente Grávidos) e apresenta This Is 40 (Bem-vindo aos 40), sua mais recente produção hollywoodiana.

Em This Is 40, Apatow apresenta o dia-a-dia dos personagens Debbie (Leslie Mann) e Pete (Paul Rudd). Casados desde a trama de Knocked Up, ambos precisam se adequar ao cotidiano pontuado pelas incertezas que envolvem a idade (os assustadores quarenta anos), os desafios da criação de duas filhas simpáticas e distintas, e a manutenção contínua que um casamento duradouro exige.

O roteiro de Apatow consolida-se como inteligente e engraçado, sem abusar de situações exageradas ou grosseiras, comuns na produção de muitas obras atuais. Seu olhar crítico pondera com leveza e bom humor, diversas situações pertinentes e comuns a qualquer casal, consolidando This Is 40 como umas das melhores produções recentes dentro do seu gênero.

Com Leslie Mann e Paul Rudd nos papeis principais, o longa ainda conta com a presença da musa Megan Fox e o ator Jason Segel, conhecido pelo seu papel no seriado How I Met Your Mother.

Aos apreciadores de comédia, This Is 40 (Bem-vindo aos 40) é satisfação garantida.

messupclubbotom     facebookbotomtwitterbotom

NOS BASTIDORES DE UM CLÁSSICO ABSOLUTO

psycho

O filme Psicose é sem dúvida uma obra prima absoluta e um marco na história do mestre Hitchcock. Sua produção é igualmente audaciosa e surpreendente, desafiando a aprovação do estúdio Paramount frente a um projeto perturbador, baseado em uma série de crimes reais.

Inspirado na obra biográfica de Stephen Rebello, a tradução cinematográfica do diretor Sacha Gervasi resulta em um trabalho elegante e exageradamente simpático, considerando a encarnação caricata de Hitchcock por Hopkins, e contemplando a excepcional interpretação de Helen Mirren e Scarlett Johansson em atuações exemplares.

Determinado e hipnotizado pela trama de Psicose, Alfred Hitchcock desenvolve uma trama única e desafiadora para o pudor de sua época, reunindo atuações exemplares e se responsabilizando pelos custos e riscos de sua nova ambição cinematográfica.

A contemplação do diretor Gervasi disseca os bastidores de uma das maiores obras-primas da história do cinema, respeitosamente registrando a acidez perfeccionista e excêntrica do mestre Hitchcock, pontuado pela sua lacônica obsessão por potenciais divas hollywoodianas, e uma desconfortável desconfiança de infidelidade que afetavam o seu casamento na época.

Sem dúvida um registro obrigatório para os fãs de cinema, em um excepcional registro fascinante de um dos mais desafiadores bastidores do cinema. Recomendo.

O DECLÍNIO DE TARANTINO

Django-Unchained-Poster

É complicado desgostar de alguém como Tarantino. Todos os seus projetos são fiéis a uma religiosidade cinematográfica única, marcada pela sua devoção cega (e repetitiva) ao que podemos nomear de “ultra violência trash”. O produto mantem-se fiel a uma série de regras básicas, o que torna tudo muito previsível, e extremamente entediante, mas quando trata-se de Tarantino a repetição ainda é (inexplicavelmente) um sinônimo de um sucesso imbatível, frente aos seus invejáveis resultados histéricos do público e a aclamação crítica.

O que esperar de um filme de Tarantino? Sinceramente, não espera-se muito.

Conhecido por suas infinitas referências cinematográficas, Tarantino não se presta ao trabalho de desafiar-se como um grande inovador, resguardando-se como um funcionário exemplar do que mais admira dentro do vasto universo da indústria do cinema. Suas obras são pequenas declarações de amor as suas paixões, seja o gênero trash ou o “faroeste spaghetti italiano”, abordado em sua mais recente obra, o superestimado “Django Livre”.

Antes de desafiar a ira de seus incontáveis fãs, é bom esclarecer que eu também admiro a obra de Tarantino (Cães de Aluguel e Pulp Fiction são obras primas recentes indiscutíveis), mas é preciso ser honesto quanto a “Django Livre”, pois sem dúvida trata-se do seu pior trabalho como diretor.

Do início ao fim “Django Livre” resume-se em uma caricatura pálida do que acredito que seja uma “homenagem” de Tarantino ao decrépito gênero “faroeste spaghetti”. O nome é um referencial a obra do diretor italiano Sergio Corbucci. Lançado originalmente em 1966, o faroeste italiano “Django” retratava a história de uma vingança sanguinária, cujo protagonista implacável, interpretado pelo ator Franco Nero, fora resgatado e inserido por Tarantino em sua releitura kitsch americana.

Não bastassem os referenciais à obra de Corbucci, Tarantino decidiu por resgatar todos os aspectos grosseiros de Sergio Leone, o mestre italiano do gênero “faroeste spaghetti”, conduzindo uma simples história de vingança por exaustivas duas horas e quarenta e cinco minutos de duração, exagerando desnecessariamente em tiroteios rudes e efeitos fadados as produções trash da década de sessenta, tudo milimetricamente pontuado por diálogos vazios descartáveis, vergonhosamente entrelaçados.

Se os referenciais estruturais e a produção trágica de “Django Livre” remetem apenas a uma proposital proposta de regaste e homenagem ao faroeste italiano sessentista, o resultado final resume-se em um descrédito na obra de uma dos mais aclamados diretores de sua geração. Tarantino erra mesmo esforçando-se em manter a sua inabalada e previsível fórmula, em seu recente faroeste pretensioso e descartável.

UM LEVE DESPERTAR

hello-i-must-be-going-pstr01

Quem conhece Melanie Lynskey por conta de sua participação cômica – brilhantemente cômica, para registro – no universo sexista de Two and a Half Man, irá sem duvida se surpreender com sua vertente dramática em “Hello I Must Be Going”.

O filme do diretor Todd Louiso tem dividido a opinião do publico e agradado a crítica ao acompanhar a história da melancólica Amy Minsky, uma mulher devastada pelo término do seu casamento e abrigada temporariamente na casa de seus pais, enquanto reúne forças para se restabelecer novamente.

O calvário de Amy é sutilmente traduzido em inexatidões existenciais, sublimemente interpretado em Melanie Lynskey, que merecidamente integra agora, o grupo de atrizes que eu admiro e respeito. Muito.

Graças à insistência familiar, Amy é convencida a deixar o seu luto emocional e se relacionar com o universo ao seu redor, iniciando uma desventurada recuperação gradual de sua alegria ao conhecer Jeremy (interpretado por Christopher Abbott), um adolescente precoce e contraditório em relação a sua carreira profissional.

Enquanto Jeremy reluta em dar continuidade em sua carreira artística, Amy se esforça para reestabelecer o controle mínimo de sua rotina, quando inesperadamente os dois iniciam uma curiosa relação amorosa secreta. Repreendido pelos pais e socialmente mal interpretado como gay, Jeremy possui quase a metade da idade de Amy, mas revela-se uma peça fundamental na recuperação da nossa anti-heroína deprimida e desiludida.

Sem dúvida “Hello I Must Be Going” acerta ao retratar o recomeço emocional (no caso de Amy), e o despertar emocional (no caso de Jeremy), através de uma abordagem leve, realista e poética. Além de referenciar o mestre Groucho Marx utilizando um de seus atos musicais mais famosos como título, “Hello I Must Be Going” detém um primoroso casamento entre suas tomadas intencionalmente apáticas e sua trilha sonora sensível, que não deve ser ignorada.

Uma das mais agradáveis surpresas do último Festival de Sundance e uma pérola na carreira de Melanie Lynskey. Sem dúvida trata-se de um dos filmes “imperdíveis (e quase ignorados)” lançados em 2012.

NÃO PERCA SEU TEMPO – AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL

The-Perks-of-Being-a-Wallflower-Poster-585x426

Não se deixe enganar pela propaganda, pois The Perks Of Being A Wallflower (As Vantagens de Ser Invisível, no Brasil) é uma completa perda de tempo.

Você pode se enganar frente às referencias óbvias a obra carismática de John Hughes, ou se permitir impressionar-se com a trilha sonora indie clássica, com a presença magnética de David Bowie, New Order e The Smiths (para citar apenas alguns nomes), talvez você suspire diante ao saudosismo tecnológico que ressalta a importância dos K7 e mixtapes, mas acredite, no fim, estará apenas diante de um combinado de fórmulas exageradamente intercalados e erroneamente costurados.

Logan Lerman é o próximo antipático, inexpressivo e irritante ator de sua geração. E os méritos não devem-se apenas a sua vegetativa “interpretação” em The Perks Of Being A Wallflower, mas ao conjunto de sua impressionante coleção de fracassos cinematográficos.

Enquanto os fãs de Harry Potter celebram uma apática interpretação de Emma Watson e o seu revolucionário sutiã vazio, devemos reconhecer que Ezra Miller convence no papel de meio-irmão gay de Watson, em uma galeria de péssimas interpretações neste que já fora aguardado com o grande filme indie de 2012.

A trama? Charlie (Lerman) é um garoto tímido, marcado por infortúnios que incluem a morte de um parente próximo e o suicídio de seu melhor amigo, no inverno passado. O colegial é o início de uma nova fase, e enquanto o diretor Stephen Chbosky enfileira uma série de clichês juvenis em sua obra nostálgica, Charlie precisa reaprender a se sociabilizar e conquistar novos amigos antes que finalmente enlouqueça.

Tudo o que você já viu está presente em The Perks Of Being A Wallflower, portanto prepare-se para rever romances platônicos inconciliáveis, traumas familiares modernos, depressão adolescente histérica e uma releitura (simpática) de The Rocky Horror Picture Show. Existe uma carente expectativa de injetar poesia visual visceral, mas o diretor Stephen Chbosky consegue desequilibrar planos, trilha sonora e luz quando se espera. E nenhuma simpatia deste universo irá me convencer que túneis são um referencial figurativo para portais ou outros universos, para registro.

Em resumo, escute a trilha sonora, mas não perca o seu tempo. O sutiã de Emma Watson não vale o ingresso.

BOM, MAS LONGE DE SER O MELHOR DE TODOS

Existe uma quase indescritível simpatia que transforma personagens em ícones de cultura global. Símbolos cuja repercussão e aceitação pública ignoram diferenças vitais para o sucesso, como o idealismo regional, o idioma e a pátria. São os personagens do mundo. Muitos se atrevem ao ambicioso título, mas de fato, efetivamente são poucos os que perduram.

Nomes como Homer Simpson, Madonna e James Bond são alguns exemplos.

Recentemente – e completamente compreensivo devido ao seu magnetismo global – o novo filme da franquia James Bond fora recebido como um dos prováveis melhores filmes de toda a sua expressiva carreira cinematográfica, impressionantes 23 filmes se considerarmos o novo 007: Operação Skyfall. A conta é tão colossal que talvez eu esteja errado.

Enfim, creio que ressaltar a história ou a magnitude de James Bond é desviar-se do ponto crucial, afinal, Skyfall é de fato um dos melhores filmes da carreira do agente 007?

A resposta é não.

É complicado opor-se aos personagens globais. Bond, James Bond, é uma figura unânime quando tratamos de eleger os mais populares personagens da história do cinema, e por mais que a minha percepção seja solitária e vitimada pela maioria, eu ainda acredito que seja válido insistir na sinceridade.

Daniel Craig é sem dúvida um ótimo James Bond. Sua contraditória escalação para o papel do mais popular agente secreto do cinema ignorou toda a concepção visual construída através de décadas de produção, mas o que inicialmente acreditava-se ser um oceânico fracasso irreversível, revelou-se a ressureição gloriosa do velho personagem.

Apesar da minha negativa impressão inicial, não se engane, Skyfall é um filme sensacional. O diretor Sam Mendes – pouco acostumado com filmes de ação – realiza um grande acerto e injeta adrenalina no que provavelmente deve ser um novo recomeço para a série. Javier Barden torna-se icônico na concorrida galeria de vilões bizarros de Bond, e apesar de ser uma grande promessa, a francesa Bérénice Marlohe não convence como uma fatal Bond Girl.

Mas verdade seja explicita, não deixe-se enganar pela propaganda comercial. Skyfall não é e nunca será o melhor filme da série. Mesmo se considerarmos apenas a fase “Craig”, pois nada supera ou se aproxima da magnitude de Cassino Royale, creio.

Como superar a ação, a tensão, a reviravolta e Eva Green no papel de Vesper Lynd em Cassino Royale, a provável melhor Bond girl da história do cinema?

De qualquer forma Skyfall é diversão garantida. Craig retoma a boa forma de agente irresistível e problemático, novos paradigmas são bombardeados para a tristeza dos fanáticos, mas a velha e a boa forma do agente britânico continua intacta. Como não gostar de Bond, James Bond.

MICKEY MOUSE WARS

Quem diria que o maior simbolo do orgulho nerd, se transformaria no mais novo produto comercial do império Disney.

Nunca subestime o poder de um simples rato.